Mostrando postagens com marcador burlesco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador burlesco. Mostrar todas as postagens

Tutorial: burlesque pasties



Em seu livro, Dita Von Teese aponta os pasties brilhantes como o primeiro item da lista Burlesque Costume musts! e é por isso que o tutorial de hoje é destinado à eles. Afinal, os pasties e os tapa-sexo são itens indispensáveis na dança burlesca e têm o poder de fazer qualquer mulher se sentir maravilhosa!

Material:
- Papelão para cartonagem
- Retalho de feltro
- Cola quente
- Fita de cetim larga (ou outro tecido fino)
- Fio de paetês ou cordão de São Francisco (para o tutorial, usei 2m de fio)
- Pingente de seda (caso não encontre pra vender, no final do post tem um tutorial!)
- Compasso, régua, lápis, fita adesiva e fita métrica

Com a fita métrica, meça o tamanho que pretende fazer o pastie e divida o valor por 2: esse valor corresponde ao tamanho da abertura do compasso. O tamanho mínimo é o tamanho da sua aréola, podendo ser um pouco maior. Se você já tem seus próprios pasties, meça do meio até a ponta. Risque o círculo no papelão e recorte, marcando o centro com um lápis.


Depois de marcar o centro, marque um outro ponto qualquer na extremidade do círculo. Meça 1,5cm e marque outro ponto. A partir daí, com a ajuda da régua, trace duas retas dos pontos ao centro e recorte.

Usando o círculo já cortado, marque o feltro com lápis ou caneta e recorte.

Situe o pingente de seda no meio do que foi cortado e cole com durex. Repita o mesmo processo no segundo pastie, sempre prestando atenção no tamanho do fio que ficou pra fora!

Agora a fase mais perigosa! Nos primeiros pasties que fiz, eu tentei grudar uma ponta do papelão à outra e, apesar de ser mais fácil de descolar, deu tudo certo. Já nessa segunda vez, eu colei meu dedo ao invés de colar o papelão e doeu horrores por causa da cola quente! Por esse motivo, é super importante que você junte as duas pontas com fita crepe antes de colar a fita de cetim (e não se preocupe em deixa-lá lá porque ela não vai aparecer). Próximo à parte recortada (no lado de dentro dos pasties), espalhe bem a cola quente e cole a fita de cetim. Para começar a colar o fio, passe cola em apenas um paetê e cole-o bem próximo ao centro. Depois, é só ir passando a cola de modo circular, seguindo o que já foi colado.

Passe a cola até chegar ao fim! Se quando o espaço do papelão estiver acabando e ainda tiver fio o suficiente, passe a cola um pouco em cima dos paetês já colados pra não precisar recortar o que sobrou do papelão (esse processo não serve pro cordão de São Francisco porque ele é muito grosso).

Assim que o pastie estiver pronto, dobre a fita de paetês pro lado interno e corte a sobra próximo ao centro. Passe um fio de cola e cole o que sobrou.

Agora passe outro fio de cola e cole uma extremidade do círculo de feltro. Espalhe a cola quente por todo o pastie até a metade (quando chegar na metade, volte pro começo e cole a outra ponta do recorte) e depois, até o fim. Se sobrar um pouco de feltro além do necessário, tire o excesso com uma tesoura e muito cuidado!

E tã-dannnnnnnn: seus pasties estão prontos!
Pra colar no seio, é só usar fita dupla-face :)

Obs.: da primeira vez que fiz os pasties, também fiz o pingente de seda (mas não fiz de seda, fiz com uma linha de crochet que tinha aqui) e não ficou muito legal porque não fica suave e com movimento como fica o de seda. Se não encontrar o pingente pra vender, é claro que você pode fazer o seu :) Fiz o meu de acordo com esse tutorial, que dá pra entender direitinho!

Espero que a explicação tenha sido clara e ter feito os pasties com o material mais fácil não foi de propósito (eu já tinha feito o outro, não ia repetir!), mas qualquer dúvida sobre os pasties de paetês ou cordão, me perguntem! Também adoraria ver o resultado dos pasties de vocês, então sintam-se a vontade pra me mandar por aqui ou por e-mail ♥ heheh

Até o próximo post!
Com carinho, Gabi Santoro.

Burlesco

Surgiu em meados de 1830, sendo descendente da Commedia dell'arte (forma de teatro de improviso realizado na Itália, muito popular entre os séculos XV e XVII) e trazendo consigo um grande componente cômico além de acrobacias, teatro com gestos (pantomina) e a dança. Como gênero teatral junto às óperas, foi uma forma das classes baixas satirizarem o entretenimento das mais altas com humor, exibindo verdadeiros shows de variedades sempre com muito exagero. Por ser uma cultura relativa às classes baixas, os locais em que eram realizados a dança ou o teatro burlesco eram não-elitistas, onde podia-se fumar, beber, manter-se em pé ou sentado nas mesas. A finalidade da dança burlesca é a arte de se despir com delicadeza e sensualidade, deixando de lado o que consideramos vulgar e ressaltando a beleza feminina.
 A britânica Lydia Thompson foi a primeira estrela burlesca, sendo fundamental na exportação do estilo junto à sua trupe British Blondes. Ixion foi seu primeiro hit, uma paródia mitológica em que mulheres vestiam colãs reveladores fazendo papel de homem. Por conta da explosão do estilo, Mabel Saintley tornou-se a primeira americana nativa. Mesmo parecendo monótono atualmente, uma singela perna a mostra já chamava muito a atenção do público, os levando à loucura!

No início dos anos vinte, a dançarina que teve destaque foi Millie DeLeon. Nesses tempos, o burlesco foi caracterizado como indecente pela mídia, o que acabou o tornando um verdadeiro fenômeno e os teatros burlescos estouraram através dos EUA. Para evitar a nudez total, as mulheres tapavam as virilhas com cordas frágeis e algo para tapar os mamilos, evitando a visita da polícia. A partir desse momento, os homens que frequentavam os teatros tinham a intenção de assistir à performance do strip-tease, deixando de lado a comédia (que não era mais tão atrativa). Menos roupa significava mais audiência. Também podemos levar em conta outros grandes nomes como Gypsy Rose Lee e Sally Rand.

No começo dos anos 30, foi a vez do teatro Windmill, localizado em Londres e criado por Laura Henderson onde lançou infinitos shows de variades que incluiam cantoras, dançarinas, showgirls e números especiais. Quando Laura resolveu imitar o icônico Moulin Rouge, o negócio explodiu. Fizeram sucessos os números em que as garotas apareciam nuas com temas como sereias e índias.

 A década de 40 foi das pin-ups. Hollywood passava um ideal de beleza da mulher perfeita: sexy e glamurosa, devendo muito ao burlesco. Betty Grable era um verdadeiro ícone. Apesar da depressão estadunidense, algumas revistas masculinas puderam manter viva a cultura burlesca. Nesse momento, os clubes passaram a contratar estrelas para dançar e uma nova forma do burlesco surgiu. Gypsy Rose Lee, Sally Rand e Georgie Sothern formaram suas próprias companhias e fizeram turnês ao redor de todo o país, divulgando cada vez mais o estilo de dança hollywoodiano. Também foi durante esse tempo que os figurinos e coreografias se tornaram mais elaborados, contando com as apresentações de Lili ST.Cyr (com banhos de espuma nos palcos) e Evangeline (que se apresentava dentro de uma ostra).

Durante os anos 50, o corpo voluptuoso era o ideal e Marilyn Monroe se encaixava perfeitamente nisso. Ela também foi um ícone ao se tratar da comédia (remetendo muito ao estilo burlesco). Também foi durante essa década que a verdadeira pin-up Bettie Page estourou, estrelando alguns filmes burlescos.

A partir dos anos 60 até meados dos anos 90, o burlesco perdeu o sentido porque o sexo se tornou um produto fácil e os homens não sentiam mais necessidade de ir ao teatro para admirar mulheres nuas. Nos anos 90, surge uma das showgirls mais famosas que fazem renascer o burlesco: Dita Von Teese. Com sua caracterização espetacular, é muito díficil que alguma pessoa em sã consciência não admire a beleza e as curvas de Dita. Nessa década, as dançarinas Catherine D'Lish (foto) e Jo Weldon também fizeram parte do renascimento burlesco.

O que torna a dança burlesca diferente do strip-tease é o ato teatral (sempre com muita encenação não só nos gestos, mas no figurino e no cenário) e também por nunca mostrar tudo: a graça da dança é justamente sugerir, não mostrar. As dançarinas nunca ficam complemente nuas, fazendo do tapa-sexo/calcinha e dos pasties, itens indispensáveis. O burlesco também é muito democrático e não existem regras pra ser uma dançarina: pouco importa se você é magra ou gorda, bonita ou feia. O que realmente é levado em conta é a caracterização e o teatro apresentado, a dança, a arte em si. Além disso, ele te dá a possibilidade de ser quem você quer ser: uma cowgirl, uma bailarina, uma oriental... E, sem dúvidas, é um grande passo para a auto-aceitação e para o amor próprio. Seja pra você ou pra alguém, a dança burlesca revive um sentimento que muitas vezes é esquecido e deixado de lado: a sensualidade.

Espero que gostem do tema e os próximos posts terão tudo a ver com dança burlesca
Como sempre, qualquer crítica, dúvida ou sugestão é bem-vinda!
Com carinho, Gabi Santoro.

I'm Cherry Bang Copyright © 2013 - Designer by Papo Garota,Programação Emporium Digital