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Prom dress

Eu até poderia começar esse post com uma super declaração dizendo que vou morrer de saudades da escola mas eu passei todos esses anos querendo que acabasse e tudo o que eu posso dizer agora é: Ufa! Acabou! E além disso, tem toda essa coisa de escolher o que quero da vida e, apesar de me assustar um pouco com a ideia, eu tenho um sonho e por mais chato que as vezes ele possa parecer, é o que me dá prazer em fazer.

E o que me deixou mais ansiosa em me formar foi o fato de eu ter resolvido fazer meu próprio vestido! Quando pensei em fazer, tinha 2 opções: um justo com cauda de sereia ou um super rodado, ambos usados pela Dita Von Teese. Desisti do azul justamente por ser rodado demais... e, assim que a cor do vestido foi decidida, desisti do justo porque não tenho o corpo da Dita e o modelo me deixaria muito mais magra.

Então, precisei ir atrás de alguma inspiração e, como sempre, meu grande amigo Pinterest me ajudou! Eu comecei a buscar por vintage patterns (que são revistas de modelagens antigas) e fui pedindo a ajuda do meu namorado, minha avó e minha mãe até que escolhi um modelito...
Me apaixonei pelo modelo em preto e branco, principalmente pelo detalhe de pompom na gola! De início eu queria um tecido mais básico, sem muito brilho mas não completamente opaco. Tinha pensado na sarja acetinada. Quando fomos comprar, o seu Bazathe (dono da loja onde compro tecidos) me apresentou alguns tecidos, entre eles o crepe chateau. Eu fiquei meio assim porque é um tecido super brilhoso e muito parecido com o cetim... Na dúvida, minha mãe ajudou "Gabriella, o vestido é vermelho, você nunca vai usar. O tecido tá bonito, leva esse". E eu levei.

Depois de escolher o vestido, resolvi fazer uma anágua (odeio a primeira que fiz porque, além de ser branca, foi feita em tulão) e queria uma igual ao da loja Vivien of Holloway. Resolvi comprar o tecido pra fazer sozinha... comprei 5 metros de musseline vinho. Porém, na hora de cortar, foi uma verdadeira desgraça. Desisti. Dois dias antes da formatura, comprei víés vermelho, coloquei na ponta do tule e fiz uma anágua de tule, só pra armar mais um pouco... Então usei as duas anáguas: a branca e a vermelha. Além disso, também fiz um cintinho pra usar com o vestido.

Então, eis o resultado:
Por fim, eu acabei adorando a anágua e o sapato não deveria ser outro! Por conta do penteado e da maquiagem, passei o dia me sentindo a Dita Von Teese... heheh E agradeço infinitamente a Pamela (que fez minha maquiagem) e a Cris (do salão Hot Hair) por terem me deixado tão bonita e tão do meu jeitinho ♥

Por hoje é só. Logo logo vocês saberão sobre os meus presentes de Natal e amigo secreto ♥
Beijão e até mais!

Tutorial: unhas meia-lua

Depois de uma pequena aula de história sobre elas, chegou a hora de copiar a manicure vintage mais querida! Ela pode ser feita de inúmeras formas e de cores diferentes mas, se seu intuito é parecer retrô, não dispense as unhas nuas com vermelho - forma mais clássica que possui. Preparei um tutorial bem fácil inspirado nas unhas da Dita Von Teese e que tal começarmos pelo formato das unhas?

Analisando as manicures antigas podemos perceber que nenhuma delas possui o formato quadrado (adorado por muitas) mas sim em formatos mais arredondados que, além de vintage, evitam que as unhas quebrem com facilidade! Desde que minhas unhas cresceram, mantive o formato entre Almond e Stilleto, porém tive que diminuir e deixa-las mais arredondadas porque começaram a me atrapalhar. Unhas pintadas são um grande símbolo de feminilidade e ter as unhas sempre feitas é muito bom!


Para aquelas que não têm facilidade (meu caso), o ideal é pinta-las com o auxílio de reforços plásticos pra não borrar. O material necessário consiste em reforços plásticos para fichário (vendidos em papelarias por aproximadamente 4 reais), um esmalte ou dois (dependendo de como você quer fazer) e palito/algodão/acetona para limpar as unhas. Pra quem possui o costume de usar top-coat, use-o também :)

Obs.: existem outros colantes redondinhos que podem ser usados para o mesmo fim, mas como os reforços de fichário possuem um buraquinho no meio, fica mais fácil para guiar e fazer em todas as unhas sem que o tamanho mude muito! Também vale lembrar que dependendo do tamanho que elas estão, a meia lua deve ser menor pra não ficar metade pintada e metade sem pintar.


Antes de colar as reforços, sua unha já precisa estar feita e com base! Sempre que pinto minhas unhas dessa maneira, posiciono a bolinha interna do colante na minha cutícula pra que todas fiquem do mesmo tamanho (o ideal é ir testando na sua até ver onde deve colocá-los). Depois que todos estiverem posicionados corretamente (cuidado pra que não fiquem tortos!), passe a primeira camada de esmalte e limpe os cantinhos. Se você quer deixar a meia lua de outra cor, você deve pintar a unha inteira de outra cor antes de colocar os reforços. Aí sim, você os coloca e passa o outro esmalte por cima!

Depois de passar a primeira camada de esmalte em todas as unhas, comece a passar a segunda camada. Nesse caso, a primeira foi com esmalte cremoso e a segunda com um cintilante, mas isso depende de como você quer o resultado!  Assim que passar a segunda camada, você deve limpar os cantinhos e logo tirar os reforços porque se tiver borrado e com o esmalte ainda molhado, você consegue arrumar com o palito de unhas seco! Assim que suas unhas estiverem secas, limpe os cantinhos com algodão e acetona com muito cuidado pra não borrar (eu sempre borro ou sempre gruda algodão no meu esmalte ou eu sempre esbarro em algum lugar com a unha ainda molhada e isso é trágico).

Tã-dãnnnnnnnnn!! Sua unha meia lua está pronta e deslumbrante :) É a primeira vez que uso esmalte cintilante (esse, em especial) e gostei muito do resultado. Minha inspiração foi a unha da Dita Von Teese no post sobre unhas meia lua (até deixei minhas unhas menos pontudas!), mas muitas famosas aderiram e tem muita ideia legal por aí pra copiar.

Até minha irmã resolveu aderir!

Espero que o tutorial sirva para lhes ajudar e que gostem também. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, entre em contato!

Beijos, Gabi Santoro.

Half Moon manicure

Marca registrada da dançarina Dita Von Teese, as unhas meia-lua fizeram parte do século XX a partir dos anos 20 por atrizes de Hollywood, sendo popularizada só nos anos 30, e modificada ao passar do tempo. Ao longo do século XIX os avanços tecnológicos seguiam um rumo implacável e surgiram dois fenômenos distintamente americanos: os carros e os filmes. Por volta de 1920, as tintas automotivas foram adaptadas para as unhas e uma indústria nasceu.

Nós mulheres sabemos o quão difícil é manter as unhas pintadas por mais de uma semana, principalmente por dois motivos: a cutícula cresce e empurra o esmalte ou elas descascam pelas pontas. E esse foi o principal motivo pelo qual a unha meia-lua se tornou tão adorada! Quando pintamos as unhas com esse formato, sem encostar nas cutículas, elas crescem e não estragam o esmalte, que aos poucos vai se soltando e, por isso, duram mais de uma semana. Além do mais, mesmo que o esmalte perto da cutícula não se solte, fica muito claro quando reparam na sua unha que ela cresceu; enquanto com esse modelo, isso torna-se imperceptível. Durante os anos 20 e 30 também era comum que a ponta da unha não fosse pintada porque também evitava que o esmalte fosse descascado.

O formato meia-lua (ou Reverse French manicure) se dá ao fato da unha toda ser pintada exceto uma parte perto das cutículas, onde a meia-lua se forma. Em algumas pessoas, a meia-lua da própria unha é bem aparente e, na hora de pintar, pode servir de guia para a manicure. Geralmente as unhas ficam nuas ou apenas com base, mas também existem alguns que pintam a meia-lua de outra cor (porém, é claro, o truque para que o crescimento da cutícula não prejudique o esmalte não funciona). Quando tornou-se popular, as cores mais usadas eram vermelho e marrom.

Existem duas formas de alcançar o modelo: uma delas possui a ajuda de círculos colantes e a outra, que requer mais prática, é feita sem a ajuda deles; porém, todo cuidado é pouco! Se a meia-lua é torta, irregular ou ficou no lugar errado, a manicure pode ser arruinada e todo o processo deve ser feito novamente. Muitas celebridades usaram esse tipo de manicure, que continua em alta até hoje.

  
 (Dita Von Teese, Bette Davis, Carole Landis)

Depois dessa pequena aula de história sobre unhas half-moon, que tal um tutorial? Mas é claro, isso é assunto para um próximo post :)



Com amor, Gabi Santoro.

Acessórios de cabeça!

Uma das coisas mais marcantes que eram usadas em tempos atrás, sem dúvidas, foram os acessórios de cabeça: turbante, casquete, laços, flores, chapéus, echarpes... Eles trazem muita feminilidade, além de ser um item muito elegante e que pode ser produzido de inúmeras maneiras, mudando o tecido, o corte; enfim, não existem desculpas para não usar. Porém, tudo nessa vida tem explicação e venho por meio deste explicar como e porquê esse itens se tornaram tão populares no século XX.

Echarpes:
      
 Sempre estiveram presentes no século XX mas tornaram-se um sucesso de fato na década de 40, quando a Hérmes virou sinônimo de echarpes quadradas com estampas em estilo cartão-postal. Foi mais ou menos nessa época que as chamadas Land Girls (mulheres que serviam na Segunda Guerra) e os rockabillies americanos (50's) começaram a usá-las no cabelo. De comprimentos mais longos, as echarpes estampadas com inspiração oriental tornaram-se parte do look boêmio dos anos 60 e 70. Usadas também por celebridades como Grace Kelly, os modelos eram geralmente produzidos de seda ou algodão e eram usados com tudo, desde vestidos até os macacões Land Girl. Atualmente, as echarpes podem ser usadas no cabelo, no pescoço ou até mesmo na bolsa, servindo de enfeite.

Turbante:
    
Tradicionalmente feito a partir de uma longa echarpe de seda ou cetim (para a noite), algodão (para uso diário) e até mesmo de chita e organdi, o turbante ganhou destaque pela primeira vez no século XX quando Paul Poiret criou turbantes combinados com calças saruel e túnicas de inspiração oriental. Na década 40, foram usados para que o cabelo das operárias não ficassem presos no maquinário da fábrica e para disfarçar o cabelo despenteado. Nos anos 60, as cores eram brilhantes, com modelos em vermelho, verde e azul. Antigamente eram usados com roupas de gola alta e estolas de pele. Atualmente, inúmeros lenços podem ser usados como turbante, dependendo da amarração; enquanto outros já são costurados no formato de turbante. O tecido escolhido deve ser combinado com o estilo que cada pessoa segue, de acordo com a década e a ocasião. Até mesmo o chapéu de frutas, usado por Carmen Miranda, era apoiado em um turbante geralmente dourado (foto).

Casquete (ou Fascinator):
      
De início, os casquetes serviam como protetor de cabeça militar e possuíam uma tira de segurança que era presa ao queixo. Mesmo sendo um item usado desde os anos 30, só em 1960 foi popularizado por Jacqueline Kennedy. Geralmente podem ser presos a cabeça por grampos de cabelo, porém ainda existem aqueles que se encaixam na cabeça como um chapéu comum e são produzidos em vários tamanhos por inúmeros tecidos, desde que sejam resistentes. Dependendo dos adereços que enfeitam o casquete, ele pode passar um ar de classe e, até mesmo, de drama. Geralmente são adornados com rendas, tule, pedras, fitas, penas e flores. Para ocasiões mais formais, as cores puras eram combinadas com a roupa. Atualmente, o clássico se dá justamente pela combinação do casquete com a peça de roupa a ser usada, mas também pode ser o adereço principal se usado com roupas simples.

Laços:
     
Muito tem a ver com o estilo bobbysoxer e o estilo preppy que foi representado, anos depois, pelo filme Grease. Não sei de onde nem porquê a moda do laço surgiu, mas sem dúvidas é um adereço muito feminino e delicado e, dependendo da forma que é usado, remete muito aos colégios americanos durante os anos 50. Podem ser feitos de inúmeros materiais: fita de cetim, algodão, feltro; como também podem ser amarrados direto no cabelo ou preso em elásticos e presilhas. Atualmente, são muito fáceis de achar e combinam com tudo, principalmente por ser um acessório comum e muito simples.
 
Flores:
    
O acessório preferido das pin-ups modernas são as flores no cabelo. Elas geralmente dão as roupas um ar de tropicalismo e lembra muito o estilo tiki, na maioria das vezes combinadas com vestidos rodados bem coloridos e com estampas tropicais. Ao contrário do casquete e do turbante, a flor combina muito com o verão e deve ser deixada de lado nos dias frios. Dependendo da cor, material e tamanho, também podem ser usadas em ocasiões mais formais e que pedem um look mais clássico, como um casamento ao ar livre. Combinadas com macacões e maiôs, servem de adereço que podem ser usados em dias ensolarados, como na praia.

Por enquanto é só! Estou adorando pesquisar mais sobre décadas passadas e isso me inspira muito. Logo, já tenho muitas ideias pra escrever aqui... Espero que gostem da primeira postagem meio que oficial e que continuem acompanhando o blog que logo menos tem post novo :)
Beijocas sabor  cereja, até mais

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